terça-feira, 9 de julho de 2013

O convívio com a solidão... 


A imensidão da vida consiste na coexistência de vários seres e suas correlações com seus grupos de interesses afins. Estar vivo quer dizer estar em convívio, quer dizer estar em relacionamentos de diferentes modos, de características diferenciadas e de conflitos, por que não?
Das exigências que se fazem com o passar dos tempos, está o convívio social, o psicológico e o pessoal. De alguma maneira, não se pode viver sozinho no mundo, não se pode isolar-se por vontade ou mesmo sem intenção. Não há como experimentar a solidão absoluta, porque ela não existe. Ou existe?


Quando me vi sozinho apenas com o mundo, percebi que o conceito de solidão imposto aos meus conhecimentos até então, se equivocavam quando se questionava o que vem a ser o mundo. O que é o mundo?
No meio de pensamentos aprofundados e pouco razoáveis de sentimentos impensantes, locomovi-me sem perceber para o mais alto de meus sonhos e avaliei sua grandiosidade que eu acreditava ter. Será que tudo aquilo que eu havia sonhado me levaria a ser alguém solitário? 
O que vinha, então, depois de respostas pouco rebuscadas era a sensação de que em alguns momentos de minha vida, perdi muito tempo com reclamações por não estar convivendo com aquilo que sonhei. E para a minha surpresa, não se tratava de uma sensação, mas sim, de uma conclusão. Será que ver a vida como eu sempre quis iria mudar realmente a minha realidade e aliviaria o que realmente restou dos conflitos daqueles momentos em que me senti tão só, será que quando atingimos nossos sonhos deixamos de ser mesmo infelizes?

Daí surgiu-me o medo de não saber mais quem eu queria ser e, muito pior, não conseguir enxergar quem sou, ou será que hoje sou o que restou da minha dor? Então, que a vida me leve pelos caminhos mais tortuosos e escuros, contanto que no final a minha realidade seja um estágio acima do que fui. Ou por mais que caminhe, sempre terei que enfrentar as dificuldades obscuras de meu próprio convívio? 
Reclamar o tempo todo de um futuro que não vem é sim perder tempo! O sonho não é uma bandeira a ser fincada no pico do monte mais alto que o seu corpo pode suportar escalar, mas é um caminho detalhado de sentimentos escolhidos especialmente para construir uma linha de raciocínio que o fará perceber que as oportunidades da vida oferecidas lhe levarão para novos caminhos cada vez mais perto da mais bela visão do horizonte tão sonhado chamado de realização. Em resumo, conviver sonhando sem agir não é a mesma coisa que realizar o sonho. Conviver consigo mesmo não requer que você seja exigente consigo mesmo, mas que também ser preguiçoso com o mundo não o fará de você um conquistador, talvez um exímio falso expectador, ou um excelente contador de história, ou ainda um chato que comenta pra todos como seu sonho é lindo que se um dia Deus se compadecesse de sua situação você seria o novo salvador do mundo. Parar de reclamar melhora o seu convívio pessoal, faz você se suportar melhor e as pessoas ao seu redor não criarão mais um sentimento de impaciência com sua presença. Ou será que ser ignorado por alguns não faz a menor diferença? Se um já faz... não é não?
Se por alguma razão, alguma pessoa lhe procurar, entenda, você tem o que ela está precisando, ou pelo menos o que ela julgou que você tinha. Aceite, você também tem coisas que atraem as pessoas, aproveite e tente ser uma excelente companhia, só assim você criará vínculos que trarão boa aparência além de outros benefícios para você e sua fama positiva se espalhará automaticamente. Agora, saiba que assim como a lâmina corta para a frente, ela poderá ser mais impiedosa para trás. Ou seja, se por alguma razão, alguma pessoa lhe ignorar, entenda, você não tem o que ela precisa, ou pelo menos ainda não percebeu que tem, ou   você não é atraente para ela, então, seja maduro e saiba que a insistência nessas horas, vira chatice e logo em seguida insuportabilidade. Mas se tal convívio faz sentido e falta, saiba comportar-se de uma outra forma, quem sabe uma pelugem de outra cor possa ajudar nesse imenso baile do acasalamento, mesmo que estejamos falando de amizade, que é algo bem parecido... Ou não?
O convívio social é algo que vive de aparências, então corte o cabelo, faça a barba e vista-se bem. Do contrário, sua maltrapilhiariedade fará de você um louco tentando mostrar que é diferente sem ser, ou se você souber, será louco do mesmo jeito. O cabelo grande pode ser sinônimo de romantismo, se você fosse um ator italiano ou espanhol cairia bem e seria melhor sucedido, mas quando falo de cabelo grande, falo da capacidade de moldar-se aos padrões do que se chama de social, pelo menos na minha época existia um corte de cabelo chamado curto social. O que será que isso significa mesmo hoje em dia?

A barba feita transmite um pouco de higiene e preocupação pessoal, coisas da boa imagem, mas isso realmente quer dizer isso ou será mais um padrão inventado pela sociedade? 
E vestir-se bem? A moda rege as novas tendências e você é regido pelas rédeas que o mercador decidiu trazer para os seus animais de tração monetária, socialmente falando é claro.... Mas, espera, estou perdendo o foco... desculpe-me, é o convívio social que me fez esquecer que esse texto fala sobre convívios intrínsecos. Mas, antes que eu siga com mais asneiras, veja que ao se falar de socialidade, também fala-se de padrões e de coisas que modificam o seu comportamento social, e que portar-se individualmente de maneira idiossincrática poderá causar transtornos ou embaraços administrativos da grande massa de seres aparentes e impensantes, por que não? Esse convívio pode ser bom, mas seja sincero, a sujeição a isso é o sacrifício exigido para se alcançar um objetivo pessoal, não é? Sabia...


Se apesar de tudo isso, você sobreviver até aqui lendo esse texto, na certa passou por algum momento questionador em seus conceitos psicológicos, porque há coisas contraditórias aqui, percebeu? Na dúvida, deixe para lá. Mas enfim, o convívio psicológico é algo que requer argumentações bem mais sensíveis do meras críticas sociais ou pequenos conceitos pessoais, afinal, o psicológico é a nova moda social e se você ainda não atentou para isso, deveria preocupar-se em perceber o novo mundo das doenças emergentes e suas caracterizações, tudo agora exige um conceito psicossomático e uma visão mais holística da realidade das saúdes mentais existentes nos quadros sociais atuais. Chegamos a um ponto que nós inventamos nossas próprias doenças, que, engraçado, são oriundas de nossas outras invenções. O convívio psicológico é algo resistente ao tempo e aos novos conhecimentos, é mutante e evolui mais rápido que nossa mente. É como um parasita que vive em comensalismo com nosso cérebro e se aloja ali na medula oblonga, brincadeira, isso não existe nessa faculdade, fica em outro setor, mas faz bem pensar sobre isso, viu? Vale ressaltar que os pensamentos negativistas são vampiros de nossa fé, esperança e felicidade, então, um minuto pensando coisa ruim, não só atrai coisas ruins como faz você perder dois minutos de sua vida feliz. Pensar positivamente é plantar algo verde que não irá ficar marrom e nem roxo, mas sim em cores reluzentes, com tons pastéis, coxinha e risoles... Eita, devo ter pensado em comida, mas isso é bom... é positivo.
Mas enfim, o convívio psicológico será meu próximo texto. E eu que comecei esse texto pensando em solidão, acabei desistindo, faça assim, desista da solidão e prove que ainda dá pra ser feliz! =]


* * *  Nathanael Araújo * * * 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A vascularidade da vida







Minha vida pulsa em meu real imaginário oriundo dos meus lamentos desnecessários e prescindível para a aquisição de um estado de espírito confortável e verdadeiro livre da insegurança de sua duração ou existência. Quando não treme nas paredes arteriais de meus devaneios, fica aquém de tocar as paredes de minhas essências e assim, posso dizer-me desequilibrado igual a um bêbado que afoga mágoas ao invés de comemorar por conquistas infelizes, não esqueço das pedras que me fizeram tropeçar, mas também não aprendo que ainda assim tenho que chamá-las de pedras e somente isso, nada mais. Pois se continuar a viver olhando o futuro inexistente, porém amplamente e descaradamente desejado, deixando de lado o barro sujo e grudento que abraça minhas solas, perderei o significado da palavra "sonho" e então, não saberei explicar o que vem a ser "realização". Posso afirmar com toda a certeza que tenho em um quarto de século, que ser equilibrista em uma corda bamba entre dois prédios de vários andares, longe da segurança de manter-se firme por talento ou habilidade, mais parece proveitoso do que nunca ter aprendido a voar ou a voar sem querer, melhor do que ser um incrédulo nos poderes divinos e não saber ajoelhar-se, melhor do que ser cheio de vento e orgulhoso de si e cego às agulhas simples que a vida nos oferece, que por elas passam o sangue que nos deixa de pé, que nos faz sermos melhores que nosso passado e esperançosos para o amanhã, prefiro eu, deixar pulsar essa vida dentro de um imaginário real, pois serve de treino para quando eu esgotar meu laboratório estar satisfeito com meus produtos finais sem a angústia de nunca ter tentado viver. A vida é decorada com as cores que queremos.

(Um Sonhador)

sexta-feira, 22 de março de 2013


Conversa entre irmãos



              E se fôssemos analisar que o tempo é só uma referência para não fugirmos da linha de comportamentos e pensamentos que regem uma vida... Ou se pudéssemos dizer que o grande pensamento da vida é não desperdiçar o tempo que nos é dado e que devemos aproveitar cada dia como se não houvesse o seguinte. E se achássemos que o comportamento correto para se viver com aproveitamento é aquele que não se preocupa tanto com o tempo e relaxar é a melhor opção...? Mas se relaxarmos demais perdemos tempo, nos comportaremos precipitadamente e até desesperadamente numa tentativa de recuperação de pensamentos que se foram e não dominam mais nossas ações. Teremos então que dar boas vindas aos novos pensamentos, admitir novos comportamentos, entender a nova vida e reconhecer que o tempo passou. Mas, apesar disso, quem pode dizer qual o melhor comportamento e pensamento que torna a vida a tempo de ser proveitosa? Quem pode apontar quais os comportamentos que condenam uma vida e quais os que fazem ganhar tempo? Quem se atreve a dizer quê pensamentos promovem uma vida produtiva e quê pensamentos destroem toda uma vida? Tudo precisa ser mesmo assim tão taxativo ou existe um meio termo? Será que tudo o que fazemos tem valores fixos ou depende de nossas razões? E nossas emoções, não contam? E se foi de propósito, ou sem querer, ou sem querer querendo? E se foi um acidente? Podemos chamar as consequências da vida de acidente? Destino ou coincidência? Carma ou dádiva? Peso ou chance de evoluir? Erro ou oportunidade de crescimento? Pode ser o dois? Pode ser bom e ruim ao mesmo tempo? Ou será que só é ruim no começo? Será que toda aquela areia levantada na tempestade pode virar lindas dunas? Quem pode responder às perguntas de vida se todos os dias todos erram ou acertam sem perceber? Quem está melhor preparado para afirmar com certeza que errou tudo que tinha pra errar? Quem disse que são erros? Podemos falar em sorte? E o acaso? E as obras e os desígnios de Deus? Podemos dizer quem é melhor que quem? Podemos comparar as vidas das pessoas? Podemos julgar as pessoas? Podemos dizer o que é certo ou errado? Ou apenas achamos isso? Podemos criticar? E nossos erros, defeitos, falhas e despreparo, onde ficam? Podemos apontar nosso dedo sujo para alguém? Podemos ser cruéis? Ou somos só simples faladores? Quem nos autoriza? Quem nos responde? Quem se responsabiliza por tudo isso? Quem se não nós mesmos? Quem se não o nosso coração e mente? E corpo... Imperfeitos, somos extremamente imperfeitos... Mas só somos mesmo assim quando viramos as costas para os problemas que a vida nos gera. Só somos assim quando cedemos ao prazer de desistir ao invés do sofrimento de lutar. Só somos assim, quando acolhemos nossos defeitos mas não fazemos nada para melhorar. Só somos assim quando fugimos de nossas responsabilidades e negamos nossa capacidade de resolução. Só somos imperfeitos quando desistimos de nossos sonhos e colocamos a culpa nas coisas da vida. Só somos merecedores de todas as críticas quando não fazemos nada diante dos nossos obstáculos e dificuldades. Seremos sempre assim, se continuarmos a cruzar os braços para os dilemas da vida. Seremos sempre perdedores se nós ficarmos parados esperando que alegria caia em forma de chuva. Seremos sempre assim até quando pararmos de acreditar que dias melhores um dia virão até nós, ou até passarmos a correr atrás de nossos dias recompensantes. A vida pesa, as vidas de quem somos responsáveis pesam mais ainda. Mas o que nos torna pesado mesmo é o pensamento negativista de querer desistir das coisas boas que sonhávamos. O que nos torna pesado e nos paralisa, é o comportamento egoísta de acharmos que somente nós estamos passando dificuldades, que a vida é ruim e que só nós temos problemas, quando na verdade basta olhar pro lado com atenção para ver que existe muita gente pior. E a grama do vizinho não será verde, sequer. O que nos prende ao chão de forma ruim é o fato de acharmos que a vida acabou, ou que o sonho acabou ou que qualquer coisa acabou... Temos que tentar sempre! Independente do tempo, na verdade, nós é que fazemos nosso tempo. Nós é que determinamos que comportamento, tempo, pensamento ou vida queremos ter, seguir, mudar, admitir, aceitar, promover, assumir, curtir, invocar, imaginar, criar, tornar a realidade! E quem disse que a realidade não é boa? Quem falou em erros ou problemas aqui? Quem só consegue ver dessa forma? Ou quem consegue ver como os vencedores? As vezes os problemas são como presentes que nos dão a oportunidade de ganharmos muito mais coisas do que pensamos. A vida nos faz crescer todos os dias. Somos presenteados e percebemos em diferentes momentos, cedo ou tarde, ou nunca perceberemos. Mas a vida é feita de escolhas, opiniões, pontos de vista, declarações, acusações, defesas, recompensas, redenções, alívios, surpresas, pressões, encantos, testes, avaliações, chances, crescimentos, amadurecimentos, experiências... Devemos sempre acreditar que tudo nesse mundo pode ser bom, basta saber olhar... Devemos acreditar nas pessoas, basta saber quem...

*** Um sonhador ***

 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012





Sobre crescer

Coisas do coração I



Eu não sabia que crescer doía, não sabia até o dia em que me vi dormente e o tempo corria, mas não entendia porque eu ficava parado... 
Não via que todos seguiam e eu estava ficando p'ra trás... e para trás eu ia sem saber o que fazia... ou o que estava fazendo - porque há diferença.
Era simples: todos apressados não sabem do sofrimento que é estar sentado contra a própria vontade, ou sabem, e por isso correm... e eu é que não sabia o porquê da pressa... nem sequer sentia a dor. 
Crescer dói. 
Mas por que então não percebemos isso quando acontece, assim no ato? 
Dizem, ou me disseram, que é por conta do orgulho. 
É, Orgulho - uma massa viscosa que quando misturada ao Ego (que é outra substância perigosa do nosso organismo) forma uma reação bastante improdutiva. 
Nossos erros são justificáveis enquanto nosso ego nos permitir fazer isso. 
Nossas insistências nos erros são desculpáveis até o dia em que o orgulho não atuar. 
E mediante os erros, as falhas e as decepções é que digo... é tão doloroso quanto perder alguém que se ama. 
E quando doer está relacionado exatamente com isso, aí não dói... tortura de vez!

Eu não sabia que podava-se também o coração... para que ele pudesse crescer mais, ficar bem maior e ainda livrar-se de impurezas que em vez de expandir faz é atrofiar. 
Mas se a pode faz-se mesmo necessário, o que fazer com todo esse sangue?

Agora estou dolorido e ensanguentado... mas nada é pior do que ficar para trás... então... mesmo assim, aliás, tendo que ser assim, vou levantar-me e continuar... mesmo errando... até um dia melhorar e crescer. 

Talvez se os sangue das podas cessassem, as cicatrizes impediriam o crescimento do coração... sem masoquismo, mas essa dor talvez seja mesmo necessária para manter a sensibilidade de saber que na vida tudo que é para melhorar tem-se um preço a pagar... muitas das vezes alto, doloroso e sanguinolento. 

Mas antes que essa carnificina psicológica enjoe qualquer um leitor, saiba que doer faz crescer e sangrar faz purificar, mas somente quando, em primeiro lugar, aceitamos isso. 

Ou seja, orgulho e ego não nos permite crescer. 


E crescer dói! 


*** Nathanael Araújo ***

domingo, 27 de maio de 2012

O vaso de Porcelana



Um vaso de Porcelana, quando quebra... se colássemos teria a mesma beleza?

      Em um vaso de porcelana há muitas belezas, seja seu formato, seja seus desenhos, seus adereços, suas gravuras... Eles podem ser usados como um objeto qualquer, mas é mais valoroso utilizá-lo como uma decoração. É um objeto que causa admiração e orgulho a quem possui-lo. Quando um vaso quebra, mesmo colando ele não volta "a ser o que era antes". 

      O ser humano é como um vaso de porcelana. O seu formado é a curve-línea do seu corpo, os desenhos são os traços, os adereços são as roupas e acessórios, a gravura é como se fosse o rosto. Muitas pessoas, também, não valorizam o seu corpo, mas outras o usam para exibirem-se ( a maioria, assim faz naturalmente) . 

     "Quebrar" um vaso é perder a beleza do corpo e, por mais consertos, ele não volta a ser o que era antes. Mas,  quem disse que voltar a ser o que era antes é a melhor forma? 

      Também vale ressaltar que beleza física tem um certo prazo de validade, mas existe a evolução também.

    Agora, existe uma beleza no vaso que quase ninguém percebe ou valoriza: o seu interior; aquilo que é guardado dentro do vaso. E por mais clichê que pareça esta expressão, a beleza interior é algo que ninguém pensa anteriormente mas que quando se descobre vê-se que é o que se tem de mais belo. A beleza interior é importante.

     Portanto, se aprendermos a valorizar a verdadeira beleza (a interior), não importa em quantos pedaços o vaso quebrou, ele continuará sendo o mesmo vaso belo ou até melhor que antes, quando este se supera. 

     Aprenda a amar um vaso pelo o que ele pode guardar e não apenas pelo o que ele é por fora. 

*** Nathanael Araújo da Silva ***

domingo, 20 de maio de 2012



Uma vez eu me apaixonei por uma semana e escrevi isso pra ela...

Um certo Botão de flor só... (quem sabe) seu.

Em um campo bonito,
Cheio de rosas perfumantes,
Espalham-se perdidas, expostas
As flores mais vibrantes.

Aquilo que atrai os olhos,
Nessas rosas e flores, tem.
O que seduz seus sentidos
É o que elas usam para ter
Você, mais próximo delas...
E longe de mim, muito mesmo...

Eu que não serei visto por você,
E que, por mais que eu tente,
Não conseguirei te seduzir
Como elas fazem...

Eu que sou um pobre botão
que não cresce sozinho...
Vivo escondido debaixo da minha própria casca...
Não, você não vai me perceber.
Não sentirá meu cheiro e nem verá
minha Beleza...
Porque para isso você teria que
querer ver o que tenho por dentro.

(Nathanael Araújo)

Eu queria apenas testar a sensibilidade dela, pois se assim ela se submetesse eu estaria mais tranquilo... pois gosto muito de adentrar nessa área literária ao invés da exibição animal ou outros rituais naturais quaisquer...
Não que eu esteja comparando, não existe isso, apenas reflito minhas idéias e transpareço que só cambaleio para esse lado de palavras, papéis, tintas e pensamentos soltos no ar... (peguem os melhores... deixem os outros voarem, quem sabe eles voltem bons).

Não me anuncio como bom escritor, pois estou tentando aprender ainda...
Mas também acho que é melhor eu escrever do que requebrar minhas gordurinhas provocantes por aí...

Elas provocam risadas...

O poema fala sobre o fato de que as flores que possuem algo exibível, fazem bom uso disso... as flores, no caso, são as pessoas com seus carros, dotes, dinheiro, beleza física entre outras coisas que possuem seus respectivos prazo de validade...

Sim, sim... beleza física é o que mais tem prazo de validade...

Eu me escondo pra não falar de beleza física... ^^

Mas ela, parece ser ligada mesmo nessas coisas mais materialistas e fúteis e fáceis de gostar...
Ora, afinal quem é que não gosta de ter alguém muito bonito a seu lado... (se não causar muitos problemas, né?)
Mas... sabemos, nós todos e todos nós, que beleza não é tudo... e nem tudo é beleza...

Enfim, o que quis dizer é que...
O que mais gosto de fazer é ser romancista e meio meloso às vezes... se ela tivesse gostado, eu talvez tivesse investido mais... porém.. me pareceu que ela não se interessou nem um pouco...

Daí eu... fiz uma pergunta pra ela...

"Um vaso de porcelana, quando quebra, continua sendo o mesmo se colássemos?"

(responda... que o próximo post... é o complemento desse)

Ah, o poeminha passa?

^^

*** N. Araújo da Silva ***


in liberty





Indicações:

Livro: Um homem de Sorte - Nicholas Sparks

Música: Eu preciso de você - versão Validuaté


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Por entre mim mesmo





"Hoje eu desejei estar perdido... quis então me perder dentro de mim mesmo, no que se refere à dores do passado. Voltar a perceber o quão doce é viver um sonho que hoje digo que possa estar abandonado pelo tempo que amargurou o gosto em minha garganta abaixo... Ou pelo frio que ressecou qualquer camada de pele que eu pudesse ter algum dia... É triste não ver mais com os mesmos olhos o que antes me encantava mesmo não tendo o sol para me ajudar... É bem traumatizante saber que haviam flores nesses campos que agora visito, e nem se quer o cheiro espalhado da decepção e do abandono eu sinto mais... É ruim não ouvir a voz de quem um dia chamei de Amor. Hoje passo despercebido do meu presente ao meu passado, sem que meu futuro me observe... ando analisando as pegadas apagadas e encontrando cacos dos estilhaços das miudezas detalhadas e deterioradas do amor que senti, que sinto e que não pressinto se sentirei depois da data marcada para o fim. Hoje, é apenas um retrato do acordo que não fiz comigo mesmo, sozinho e imponente ao meu próprio coração... Ou era isso, ou era a morte... ou se isso for a morte, que seja isso apenas... mas não o aceitar morrer em vida por falta de opção entre não querer mais cantar junto com o Amor... ou o próprio Amor ter esquecido como eram nossas canções. Porque uma coisa é assumir a culpa... sentir a dor... engolir o desgosto e esperar seus efeitos... outra coisa é você não ter culpa, lhe fazer doer e ferir, empurrar-lhe algo que não se esperava para dentro do teu ser... e ainda obrigar-te a esperar pela libertação da tua alma. Nunca jure, nem prometa sua liberdade a uma ilusão extremamente abstrata... do contrário você vai ficar viajando pelos espaços, entre o seu eu do presente e o fantasma que foi no passado... sem saber onde ficar, o que sentir, como agir... que pensamentos são seus e quais você foi influenciado a ter pelo coraçãozinho inocente que nunca tem culpa... quando daí a raiva para querer arrancá-lo sem poder... e se assim o fizer, aceita-se a morte em vida... que dilema... que vexame... amar sem ser amado e ainda depois ficar vagando dentro de si mesmo cheio de dúvidas perdidas no abismo que ainda insiste em escalar... ou caia... e nasça de novo... recomeçando do zero... ou continue a vagar no que "poderia ter sido e não foi", feito alma penada e sentenciada a eternidade do seu próprio destino e decisão... até o dia que tomares conhecimento de que não vale à pena se perder dentro de si mesmo para viver o passado... pois o futuro está esperando pelo presente. O meu futuro é o retrato do que faço nesse instante... e pretendo desenhar aqui, talvez assim, um Renascimento!"

(N. Araújo da Silva)


"O Amor não se define somente por coisas boas... mas, afinal, alguém já percebeu que as coisas ruins que definem o Amor é justamente aquilo que o ser humano mais conhece? O Amor é completo e suficiente por si só... porém, ninguém jamais o viu por inteiro... quem dirá tê-lo sentido como um todo... o Amor que se conhece é em parte!" (N.A. dS.)







Por...


(N. Araújo da Silva)





09/04/2012










"in quarentine"